
Nathália Rodrigues, conhecida como Nath Finanças, nunca foi uma influenciadora de quem tem muito dinheiro. Formada em Administração, ela cresceu em Nova Iguaçu e escolheu trabalhar com quem os bancos ignoram: o endividado, aquele que nunca se planejou porque planejamento era coisa de quem já tinha dinheiro.
Mas essa escolha de nicho que parecia limitar virou o maior diferencial que uma instituição financeira tradicional não consegue comprar.
Foi o que os números do FInfluence, estudo da Anbima com o Ibpad que monitorou 1.910 perfis nas principais redes, confirmaram: influenciadores individuais registram média de 3.052 interações por publicação contra 2.438 dos perfis corporativos.
O que os bancos constroem quando falam de finanças
Uma instituição financeira fala para quem já está dentro do sistema. O vocabulário é de quem tem conta, investimento e horizonte de planejamento. Quando o banco abre um perfil na rede social, ele já chega com a autoridade do nome e com a estrutura de produção, mas sem se conectar com o problema real do seu público.
Nath Finanças chegou com o problema. Desde então, ela já foi destacada pela Forbes no Under 30, entrou para a lista dos 50 maiores líderes globais pela Fortune e ficou entre as personalidades mais influentes da América Latina pela Bloomberg Línea. A influenciadora construiu credibilidade fazendo o movimento oposto ao que o mercado financeiro faz: aproximou o tema de quem mais precisa.
A diferença não está no conteúdo, está em quem fala para quem
O ponto vai além do conteúdo das mídias sociais. Um banco pode contratar copywriter, simplificar o vocabulário e até criar séries explicando o que é CDI. O que não consegue reproduzir é a origem compartilhada da pessoa que aprendeu sobre finanças porque precisava sair do vermelho e que hoje ensina exatamente esse caminho.
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